segunda-feira, 13 de março de 2017

A Oração!

Ele sabe, muito bem, que a nossa natureza é propensa a desencorajar-se quando não tem uma imediata resposta à oração. Muitas vezes pensamos que Deus não nos ouviu, e, então, desanimamos de orar. Pode ser, também, que deixamos de orar porque achamos que a insistência em suplicar pode cansar Deus?


Os israelitas, nos dias de Jesus, limitavam seus períodos de oração em três vezes ao dia (conforme Daniel 1.10), justamente para não importunar a Deus. Será que o nosso Pai afadiga-se?


O profeta Isaias afirma: “Não sabes, não ouviste que o eterno Deus, o Senhor, o Criador dos fins da terra, nem se cansa, nem se fatiga?” (Isaias 40.28).

Deus é extremamente atencioso. Está atento a cada pedido que lhe é feito. Mas, Ele sabe, exatamente, qual o melhor momento para responder, e de que forma o fazer.

Também, Ele sabe qual a oração que não deve ser respondida, pois, sabe o que vai nos beneficiar ou não.

Os motivos pelos quais oramos, muitas vezes, não estão dentro da vontade de Deus, assim, Ele não responderá porque o que não é de sua vontade não será bom para nós.

Deus, sempre, visa o nosso bem. Mas, é certo que Deus, no momento adequado, se manifestará.

Sou edificado, cada vez que leio a palavra que Deus dirigiu a Moisés na sarça ardente: “Certamente, vi a aflição de meu povo, que está no Egito, e ouvi o seu clamor por causa dos seus exatores. Conheço-lhe o sofrimento; por isso, desci a fim de livrá-lo da mão dos egípcios e para fazê-lo subir daquela terra a uma terra boa e ampla, terra que mana leite e mel.” (Êxodo 3.7,8).

São sabemos por quanto tempo o povo clamou por sua libertação do Egito. Mas, certamente, não houve esmorecimento no suplicar. No momento certo Deus trouxe-lhes a resposta.

Deus prometeu a Salomão que “Se o meu povo, que se chama por meu nome, se humilhar e orar, e me buscar, e se converter de seus maus caminhos, então eu ouvirei dos céus, perdoarei os seus pecados, e sararei a sua terra.” (II Crônicas 7.14).


Deus põem suas condições: orar, humilhar-se, buscar e converter-se. Uma vez que as cumpramos, Ele responderá.

Alguém pode perguntar: “Se Deus é soberano e tudo realiza segundo a sua vontade, qual a necessidade de orar?” Lembremos que, embora a vontade de Deus seja “boa, agradável e perfeita” (Romanos 12. 2), Ele aguarda a nossa oração, pois quer fazer-nos participantes diretos de todos os seus atos.


Daniel buscou ao Senhor “com orações e súplicas, jejum, pano de saco e cinza” (Daniel 9.3), confessando e intercedendo pelo pecado do povo a fim de que cessasse a assolação que estava sobre Jerusalém.

Daniel sabia que, mais cedo ou mais tarde, a resposta de Deus viria, mas, também, sabia que Deus esperava as orações dos seus filhos. Precisamos ratificar o propósito de Deus, orando.


Assim, Daniel clamou sem cessar, três vezes ao dia, perseverantemente. Cumpramos a palavra apostólica que ensina: “Perseverai na oração, vigiando com ações de graça” (Colossenses 4.2). “Orai sem cessar” (II Tessalonicenses 5.17). Verdadeiramente, Deus espera a nossa oração. 
 Amém.
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